Thursday, September 26, 2013

Comentário sobre o vídeo "A história das coisas"



O vídeo “A história das coisas” aborda a questão da crise ambiental a partir de um panorama global, analisando criticamente o sistema de produção capitalista, baseado em uma visão linear da produção que busca o crescimento sem considerar a sustentabilidade dos recursos finitos do planeta e os direitos humanos.
O vídeo  aborda a questão da injustiça socioambiental na forma com que os recursos naturais são utilizados de maneira desigual entre as populações do mundo, como exemplo o caso dos Estados Unidos que com uma população de 5% explora 30% dos recursos. Traz uma reflexão sobre a visão dos países “desenvolvidos” que enxergam os países do “terceiro mundo” como uma “cesta de recursos” a serem explorados, desconsiderando as populações que vivem nesses locais. Dessa maneira traz uma visão crítica do sistema capitalista na qual estas relações são construídas, onde o valor dos indivíduos tem como base o seu poder como consumidor. Dessa maneira não culpabiliza apenas o indivíduo por seus hábitos de consumo, mas mostra como esses hábitos são parte desse sistema que para sobreviver explora a natureza, incluindo o ser humano. Também desmistifica soluções superficiais como a reciclagem, que apesar de ser necessária não exclui a necessidade de mudar a lógica desse sistema. Para concluir mostra que para subverter essa ordem são necessárias ações governamentais, de organização e individuais baseadas em relações justas e sustentáveis.

Reflexão sobre o pertencimento do homem a natureza

“Tal como os outros seres vivos com quem compartilhamos a mesma casa, o planeta Terra, fomos criados com as mesmas partículas ínfimas e com as mesmas combinações de matérias e energias que movem a Vida e os astros do universo. Algo do que há nas estrelas pulsa também em nós… Não somos intrusos no Mundo ou uma fração da Natureza rebelde a ela. Somos a própria, múltipla e infinita experiência do mundo natural realizada como uma forma especial da Vida: a vida humana.” Carlos Rodrigues Brandão.